quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

whiteness.




You cannot appreciate Summer unless you are in the middle of Winter

Voce não consegue valorizar o verão a não ser que esteja no meio do inverno




ps. reconsiderando mudar o nome desse blog pra 2 mil dias de inverno.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

the light.

"The smallest thing can change your life.
In the blink of an eye, something happens when you least expect it, and sets you in a course that you never planned. Into a future you never imagined.
Where will it take you?
That’s the journey of our lives, our search for the light.
But sometimes, finding the light means you must pass through the deepest darkness".


Because we never know what life is saving for you. Today, I’m thankful for all the events of 2013 that brought me back to this country :)




“Uma pequena coisa pode mudar sua vida.
Num piscar de olhos, algo acontece quando voce menos espera, e te coloca em um rumo que voce nunca planejou. Em um futuro que voce nunca imaginou.
Onde isso vai te levar?
Essa eh a jornada das nossas vidas, nossa busca pela luz.
Mas algumas vezes, ate encontrar essa luz, voce precisa passar pela sua escuridao mais profunda.”

Porque voce nunca sabe o que a vida esta reservando para voce. Hoje, eu sou grata por todos os eventos de 2013 que me trouxeram de volta aos EUA :)




sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Lado B - Jayme Paviani



          Escrever perfis é uma das paixões da minha vida. É na verdade o que me sobrou de paixão do jornalismo - paixão essa que era bem mais forte há um tempo. Sigo empolgada para escrever sobre a vida das pessoas (tanto em Pittsburg quanto em Caxias), e, como sempre quis ser escritora, pretendo levar isso adiante agora que entrei no mestrado. No futuro, espero publicar biografias. 
          Por enquanto, publico aqui uma série de perfis que deixei pronta para a Revista Acontece, aqui de Caxias. O desse mês é do professor Jayme Paviani. Nos próximos meses, publico o de um fotógrafo que já clicou mais de 600 casamentos e o de uma voluntária de um asilo que trabalha de graça há 25 anos. Prometo que são pessoas sensacionais e que não irão se arrepender dessas leituras :)





perfil publicado na Revista Acontece, de Caxias do Sul, em fevereiro de 2014. 

Por Valquíria Vita
Autor de mais de 40 livros e professor da UCS por quase cinco décadas, Paviani nutre uma paixão inesgotável por filosofia e pela arte de ensinar. Por trás do escritor, filósofo e professor envolvido em inúmeros projetos de pesquisas e livros, está um avô orgulhoso, que é também apreciador de boa música, futebol, romances policiais e gatos



Na saída de uma aula no bloco E da Universidade de Caxias do Sul, numa tarde do final de novembro, um dos alunos apressa o passo para alcançar o professor Jayme Paviani. Tímido, lhe entrega um presente e uma frase quase ensaiada: "Em agradecimento aos encontros semanais das nossas aulas nesse semestre", diz, acrescentando ao apontar para o presente: "Sei que o senhor gosta e tem até um poema sobre isso". O professor, igualmente tímido, recebe o presente (uma garrafa de vinho) e responde com um obrigado, um sorriso e um aperto de mão, e segue para sua sala. Paviani não é daqueles escritores que gostam de receber muitos elogios – do que quer que sejam – apesar de ter um currículo que se destaca na academia: publicou mais de 40 livros e tem 48 anos de experiência em sala de aula, onde orientou mais de 60 teses de mestrado e doutorado.
O interessante é que quem escuta o nome do professor do mestrado em Educação da UCS rapidamente o relaciona à filosofia – tema central de seus estudos desde que era um jovem aluno do seminário. O lado que poucas pessoas conhecem é que o escritor e professor é também um avô muito coruja, que consegue manejar o tempo que dedica a estudar e ensinar Platão aos universitários, com as horas que passa com os dois netos pequenos, Enzo, de cinco anos, e Martina, de 10, que vivem na casa ao lado da dele.
Uma foto das duas crianças abraçadas e sorrindo está emoldurada em uma das mesas da sala de pesquisa de Paviani, na UCS, para que ele possa olhar para elas todos os dias – até mesmo nos mais apressados, como naquela terça-feira em que concedeu essa entrevista, onde teve de encontrar tempo entre uma aula e uma palestra que ministraria na UCS uma hora mais tarde. Naquela tarde, ele estava sozinho na sala – a outra professora que ocupa o espaço de pesquisa e tem seu nome exposto na porta junto com o dele é sua esposa, a professora do mestrado em Educação da UCS, Neires Soldatelli Paviani.
Foi no espaço acadêmico, que os dois dividem até hoje, que Jayme e Neires se conheceram, há 48 anos. O que levou Paviani a ingressar no ambiente da universidade foi sua formação inicial. Tudo começou em Flores da Cunha, onde o escritor nasceu, em 4 de junho de 1940. Filho de Esmeraldina e Raymundo, Paviani não quis seguir os passos do pai, famoso no meio político da região – Raymundo foi vereador e prefeito de Flores da Cunha. "Já recebi várias propostas, mas nunca me envolvi com política", diz ele.
Ainda jovem, Paviani veio estudar no seminário em Caxias do Sul. "Desde os 11 sou caxiense", diz o escritor, que recebeu o título de Cidadão Caxiense em 1999. Foi no ambiente do seminário onde Paviani ainda jovem teve os primeiros contatos com assuntos como latim e filosofia. "Foi aí que eu comecei a escrever poemas. Naquelas manhãs lindas de outono eu lia poesias de Horácio e Virgílio. Descobri a poesia e nunca mais abandonei", conta. O seu primeiro livro de poemas, Matrícula, escrito em conjunto com outros autores, foi lançado em 1967. Hoje, o autor já coleciona oito livros próprios de poemas.
A escolha pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, na época oferecida em Viamão (que depois se tornou Universidade de Caxias do Sul), veio naturalmente depois do seminário. Após a graduação em Filosofia, Paviani estava apto para começar a lecionar, exercício que iniciou em março de 1965. Ao mesmo tempo, ele ingressou em uma segunda graduação, dessa vez em Direito. Alguns anos mais tarde, em 1972, foi um dos primeiros professores da UCS a ingressar no mestrado – na época, como ainda não existia em Filosofia, ele optou pelo mestrado em Educação. "Foram as contingências que me levaram a todos esses caminhos", diz. Depois do mestrado, ele fez doutorado em Letras e concluiu um pós doutorado em Pádova na Itália, onde especializou-se em Filosofia Grega.
Por causa da formação em quatro áreas diferentes (Filosofia, Direito, Educação e Letras) Paviani faz questão de ressaltar a interdiscilinaridade de seu trabalho. "Eu sempre lecionei filosofia para diversos outros cursos. A filosofia que eu estudo é voltada para outras áreas do conhecimento", explica.

O professor já perdeu as contas de quantas conferências já participou em outras universidades. Só no último semestre de 2013 já havia recebido convite para 20. Optou por participar de "apenas" dez. De todas as que já palestrou, lembra especialmente de uma em Nova Iorque, em 2000, onde falou sobre globalização para 2 mil pessoas – o tamanho do público não o intimidou, diz ele. "Fico mais nervoso para falar para 5, 6 pessoas", conta ele, que, na época, palestrou em italiano – Paviani também entende inglês, espanhol e francês.
Ao longo da trajetória, foram muitos os convites para dar aulas em universidades em outras cidades – fora os 19 anos que coordenou mestrado e doutorado em Filosofia da PUC/RS, em Porto Alegre (mas que manteve os laços em Caxias), Paviani nunca aceitou nenhum outro convite para sair da cidade que o acolheu desde os 11 anos de idade. "Quando eu era ainda jovem, li uma frase que nunca mais saiu da minha cabeça: ‘A pessoa realmente vence na vida, quando ela vence na própria terra’".
Neires, sua esposa, também nunca aceitou convites para sair de Caxias. Os dois se conheceram em 1965, na Faculdade de Filosofia, quando Paviani era professor de Filosofia e Neires, aluna do curso de Letras. Casaram-se três anos depois e tiveram dois filhos: Leonardo Soldatelli Paviani, que hoje é dentista e violinista da Orquestra Sinfônica da UCS, e Monica Soldatelli Paviani, que é psiquiatra.
Hoje, além de ser professor e estar envolvido em projetos de pesquisa do mestrado de Filosofia e de Educação na UCS, Paviani dedica seu tempo para concluir alguns livros, escrever para o jornal Pioneiro e para a revista Bom Vivant, contribuir para obras de outros autores e participar de palestras e conferências. Quando sobra um tempo – o que é raro – ele diz que cultiva três hobbies. O primeiro deles é acompanhar futebol – apenas acompanhar e não torcer, como ele mesmo explica. Paviani faz questão de assistir os jogos de Juventude e Inter, mas também não perde as partidas do Grêmio, time do coração do neto, Enzo. O segundo hobbie é ouvir música – e ele diz ser muito eclético, ouvindo desde sertaneja até erudita. "Desde que seja música boa. Apreciar música é uma coisa genial". O último hobbie envolve leitura – mas não as científicas e filosóficas, que já essas fazem parte de sua rotina. Paviani é fã de romances policiais, e diz ler até dez títulos por ano. "Só não leio mais porque não dá tempo", justifica. Os romances enchem parte das prateleiras da biblioteca de sua casa, que conta com mais de 7 mil obras.
Uma das frequentadoras assíduas da biblioteca, como ele mesmo brinca, era Greta, uma gata siamesa que faleceu há pouco tempo. Paviani e a mulher gostam tanto de gatos que já chegaram a ter mais de 10 felinos em casa de uma vez só. Com a morte de Greta, a casa hoje é ocupada por dois cachorros, um deles, recolhido da rua e acolhido pelo casal. Os dois não pensam em adotar novos gatos, já que com a rotina agitada de ambos, falta tempo para cuidar de tantos animais.
Aos 73 anos, Paviani diz que ainda não está pronto para descansar. Esse ano, ele já lançou o livro As Origens da Estética em Platão e até o final de 2013 pretende lançar mais um. Intitulado "Uma introdução à Fisolofia", a obra, apesar do título, é "um livro que só se escreve na maturidade," como explica ele. O professor também está trabalhando em mais dois livros de poemas. "Mas não tenho pressa de terminá-los. Poema é a coisa mais difícil de ser feita. O poema tem que ser bom mesmo, e não mais ou menos".
Ele diz que pretende continuar fazendo o que mais gosta: dar aulas. A atividade, segundo ele, o relaxa, já que o ambiente da universidade é rejuvenescedor. A explicação para isso, diz ele, está nos alunos – na sua maioria, jovens como aquele que no início dessa matéria lhe entregou uma garrafa de vinho em agradecimento às ótimas aulas de filosofia. A convivência com eles talvez seja exatamente a receita para a disposição do incansável Jayme Paviani: "Costumo dizer que um dos segredos da universidade é que os prédios envelhecem, os professores envelhecem, mas os alunos sempre têm 20 anos".

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A carta que a gente nunca mais abriu

Em 2010 eu e quatro amigos resolvemos escrever uma carta juntos. Na verdade, éramos em dois casais e um amigo. Combinamos de abrir a carta em janeiro de 2011, um ano depois, todos juntos, frase inclusive que foi escrita no envelope selado em que guardamos a carta. 

Nela, cada um dizia o que esperava pro futuro, tipo resoluções - na época, todos ainda na universidade devem ter desejado algo relacionado às futuras carreiras, não lembro, e não posso abrir a carta sozinha para relembrar para não descumprir o combinado 'todos juntos'. Hoje, acho que se fossemos escrever a mesma carta já desejaríamos coisas diferentes - eu sei que eu, pelo menos, faria isso. 

A carta ainda não foi aberta. Está guardada desde 2010 no fundo de uma gaveta do meu quarto de Caxias (pelo menos alguma coisa permaneceu no mesmo lugar, já que eu, por outro lado, saí de Caxias para morar em cinco casas diferentes do Kansas, depois em Porto Alegre e depois de volta pra Caxias - cansei só de lembrar).

Mas então. Depois daquele verão em Arroio do Sal em que escrevemos a carta naquela noite, nunca mais tivemos outra chance para reunir os cinco novamente. Os dois casais se separaram. Hoje, nenhum dos quatro, aliás, mora na mesma cidade do ex, e isso dificultou bastante. 

Muita coisa acabou acontecendo com todo mundo (e deus sabe quanta coisa cabe nesse 'muita') e impediu que a tal da carta fosse aberta.

Ontem, quando um desses amigos estava aqui em casa e acabou enxergando o envelope, ele lembrou que 'vamos ter que abrir essa carta agora só em 2015', porque ele sabe que não vou estar nos próximos anos. 

Mais uma vez, a leitura dela foi adiada. Mais uma vez, adiada pelos acontecimentos que ninguém previa. E quem sabe se, mesmo em 2015, isso vai ser possível?

Fiquei pensando em como todos os eventos das nossas vidas conseguem distanciar pessoas que eram muito próximas (e, ao mesmo tempo, unir outras ainda mais). 

Em como o surgimento de um problema realmente sério pode reforçar o sentido das amizades. 

E em como não podemos nunca contar com 'o ano que vem', nem o mês que vem e nem mesmo com o dia seguinte. A imprevisibilidade da vida não nos permite fazer isso. (Pena que leva um tempo até a gente perceber isso). 

E, bom, quanto à carta, talvez um dia ela seja aberta. Quem sabe, né?

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pra quem não acredita mais em saudade

                                    


     Se você já morou fora (e voltou pro mesmo lugar) talvez você consiga compreender esse texto um pouco melhor. 
     Escrevo porque vários acontecimentos dos últimos meses me deixaram pensando nessa coisa da saudade. E tudo o que aconteceu fez com que eu me tornasse uma pessoa muito mais cética. 
     Hoje digo com certeza que não acredito mais em quem diz que está com saudades de mim. Não me venham com essa palavra, porque eu não compro mais. Comprava, achava linda, essa palavra só da nossa língua. Hoje já não sou mais assim. 
      Quando eu estava morando em outro país, muita gente, muita gente mesmo, vivia me escrevendo saudades. Uns contavam os dias (juro) pra eu voltar pro Brasil, diziam que tinham sonhado que eu tinha voltado (!).. bom.. diziam all kinds of crap. 

     Quando eu voltei pra casa demorou pouco tempo pra eu perceber que é muito mais fácil escrever que a gente sente falta de alguém do que de fato demonstrar isso com ações.       

     Finalmente eu estava aqui, e, de repente, a tão falada saudade deu lugar a um monte de gente muito ocupada com as atribuições do dia a dia pra se importar com qualquer outra coisa. 
      Cheguei a essa conclusão, depois de muito quebrar a cara esse ano (inclusive depois de ter ido morar no mesmo apartamento de uma pessoa que me dizia isso todos os dias). 
      Não acredito mais no 'tô com saudade'. Quem sente saudade não percebe que quando a pessoa tá longe é bem mais fácil lembrar só das coisas boas e legais. E não se dá conta que no dia a dia a história não é assim. Quando você percebe que tem que dividir a pia, a máquina de lavar, as contas, a vida fica um pouco mais complicada do que a amizade por Skype, né? Parece óbvio, mas pra mim não era, e eu tive que entender isso do pior jeito possível. 
      'A saudade é traiçoeira', que nem disse meu amigo Rod. Até nós mesmos não conseguimos nos lembrar de todos os sufocos que passamos nos EUA. Sentimos tanta falta de lá, que só lembramos da parte boa. E com as pessoas é a mesma coisa. 'É fácil amar alguém quando esse alguém tá longe', disse o Jeferson essa semana.
     Não sei se existe solução pra isso. Também não acredito que todas as pessoas dizem saudade levianamente - só acho que algumas falam sem pensar. De qualquer forma, acredito que antes de sair escrevendo 'saudade' pra deus e o mundo que estão longe, acho mais válido primeiro pensar um pouco se a gente tá dando a devida atenção pras pessoas que estão perto. 
     



O que inspirou esse post foi um outro texto, da minha amiga também jornalista, Grazi. Aqui o link do texto dela, que cita uma ótima poesia do Mario Quintana: “O sumo bem só no ideal perdura…/Ah! Quanta vez a vida nos revela /Que “a saudade da amada criatura” / É bem melhor do que a presença dela…”


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Last looks e botas de neve

Sabe aquela cena de filme, onde a escritora encara fixamente a tela do computador, com a pagina em branco do Word e aquela barrinha piscando? E ela tenta, tenta, mas nao consegue escrever nada?

Entao. Minha tela em branco espera a resposta genial que devo ter nos proximos minutos explicando por que quero me mudar para a Africa. Parece ateh invencao, mas eh serio dessa vez.

Enquanto tento escrever, uma mulher de megafone grita, sem causar muita empolgacao no restante do pessoal que esta protestando por alguma causa perdida, como protestam todos os outros finais de tarde no centro de Porto Alegre. "Tarso a culpa eh tua, a culpa eh toda tua", ela canta. As buzinas (como adoram buzinar nessa cidade) demonstram que a galera que segue essa mulher ta causando (mais) trafego na pior hora do dia. Imagino o Tarso nesse momento, la dentro do Palacio, virando os olhos e pensando who gives a shit.

Lembro do homem da descida da Borges que vi mais cedo, sem os quatro dentes da frente, vendendo cigarros vindos diretamente do Paraguai a precos muito camaradas. Serio que alguem compra isso? Fumante eh foda. Fumante que fuma do Paraguai eh mais foda ainda.

Como mais um pedaco de bolo, que preparei no meu primeiro dia em casa. Fico, enquanto isso, tentando entender como numa semana estava feliz e radiante autografando materia de capa de revista pra uma amiga orgulhosa, e, na semana seguinte, estava em casa fazendo bolo as 3 da tarde de uma segunda feira vestindo pijama e botas de neve. Enquanto eu mexia o bolo, lembrava de todos os last looks que eu recebi (e que sei que ainda vou receber) nos proximos dias. Last looks, pra quem nao eh um fa de Tudo Acontece em Elizabethtown como eu, eh aquela cara de compaixao que as pessoas te fazem quando sabem que vai ser provavelmente a ultima vez que vao te ver. E eu achando que em 2012 tinha superado minha cota pra vida de last looks. (Horror looks, eh os que as pessoas te dao quando voce vai ateh o Zaffari vestindo pijama e bota de neve no meio da tarde, porque percebeu que falta leite pro bolo).

Tem que rir pra nao chorar. E bom... se tem uma coisa que esse 2013 (seu lindo. mentira.) me ensinou, eh aguentar as decepcoes e mudancas de planos. Rindo.

E vamos acender uma vela pra eu conseguir esse emprego na Africa.



Ps. Nada como um bom drama pra reativar um blog, neh?

segunda-feira, 8 de julho de 2013

E se você não estivesse lendo esse texto?

Vi um vídeo no TED em que o Steve Jobs fala que se ele não tivesse largado a faculdade tudo teria sido diferente na vida dele. E ele não teria feito uma aula de caligrafia, que, dez anos depois, ajudou ele a fazer o design do primeiro Mac.

Sempre viajei muito nessa história do 'e se'. É incrível a quantidade de hipóteses que surgem quando tu para pra pensar em quantas coisas seriam diferentes 'se' alguma coisa não tivesse acontecido.

Esse final de semana assistimos uns vídeos de 1993, que meus primos passaram pra DVD. Não sei a de vocês, mas um dos programas preferidos da minha família é reunir e ver vídeos antigos - bom, na verdade não sei se eles amam tanto assim, mas eu adoro. E sei que a minha irmã também, porque quando a gente era criança a gente quase furou a FITA do meu primeiro ano de idade, em 1988, de tanto que assistíamos, e olha que nessa época ela nem estava nos planos mais longínquos dos meus pais. Mas vendo esse vídeo, de quando a minha prima fez 1 ano de idade, ficava pensando como seria se alguém pudesse entrar naquele vídeo, uma coisa super de volta para o futuro, e avisar todas as pessoas sobre as coisas maravilhosas - e sobre as não tão maravilhosas assim  - que aconteceriam nos próximos 20 anos.

Já pensou? Uma pessoa chegando lá em 1993 e contando tudo?

- Tu vai ter mais um filho
- Vocês dois vão se separar
- Tu vai ser publicitário
- Tu vai atropelar uma árvore quando pegar o carro pela primeira vez com 14 anos
- Tu vai trabalhar com moda
- Teu filho vai rodar um ano na escola
- Tu vai quebrar o braço
- Tu vai ser atriz de teatro
- Tu vai operar o nariz
- Tu vai sofrer um acidente de carro horrível - mas vai ficar bem depois
- Tu vai ser demitido (mas vai se recuperar)
- O teu coração vai ser partido, mais de uma vez (mas vai se recuperar)
- Tu vai conseguir um emprego ótimo e vai ver que a preocupação não era necessária
- Teu carro vai ser roubado
- Tua firma vai te dar muito trabalho
- Tu vai ir pros Estados Unidos e viver o ano mais intenso de todos - e na volta vai afundar em a couple of months de muita tristeza (mas vai se recuperar)

E assim segue essa montanha russa de acontecimentos que fizeram todo mundo rir e chorar. Mas será que seria legal saber tudo isso antes de acontecer? Será que a gente faria as coisas diferentes se já soubesse isso? (eu, pelo menos, sei que não teria ligado aquele carro com 14 anos haha) Não sei.. sei, por exemplo, que nesse 'e se', se uma das minhas tias não tivesse se separado do namorado da época do vídeo, ela não teria casado com meu tio hoje e eles não teriam a bebê mais fofinha do mundo que eles têm.

..

Vimos um filme, eu, o Vag e a Babi, chamado Camille Outra vez, em que a protagonista francesa tinha justamente a chance de fazer isso, voltar uns 20 anos e poder fazer tudo diferente. Ela volta pra escola e conhece de novo o cara que ela vai se casar - e que vai botar chifres nela depois - e tem a chance de não ficar com ele de novo dessa vez. Só que.. bom, não vou contar o filme todo. Mas te faz pensar. Que nem diz aquele ensinamento indu, que tá colado no meu espelho do quarto, pra que eu possa ler todos os dias: que talvez as coisas aconteceram exatamente do jeito que deveriam ter acontecido - nada poderia ter sido diferente.






Eu e minha mãe, há exatos 20 anos, no vídeo. A gente não fazia ideia, hein?