terça-feira, 20 de janeiro de 2015
American Sniper and the American patriotism
A few months ago, I was on a plane and a kid wearing a military uniform sat right next to me. I say a kid, because he looked really really young. I have noticed that he had boarded earlier, since military people have preference in the U.S. airports, along with pregnant women and old folks. Sitting right next to the kid, I had the chance to notice the kindest demonstrations that I've ever seen. All the passengers were extremely nice to him. The flight attendant even asked for his name, and where he was going, followed by a "thank you for everything you have done to us". While the rest of the plane only got a cup of water with ice, he got a soda, a sandwich, and a bag of chips. When the plane was almost landing, the pilot asked to everyone to give a round of applause to him, and when the kid was leaving, he even got a bottle of champagne by that same flight attendant.
I knew that being a military was a big deal for Americans, but it was in that flight that for the first time in two years living in the U.S. I realized how big we are talking about.
One week ago, a saw the biggest demonstration of that. I went to the movies to watch American Sniper by myself. The movie theater was crowded, and that was the first time I saw that happening in Pittsburg, Kansas. I sat in one of the only empty chairs, in the middle of two Americans.
I knew the movie was one of the favorites for the Oscars, but I was not prepared for what I was about to see. On the screen and outside of it. I'll tell you, going to the movies in a different country can be a very interesting ethnographic experience.
In the movie, Chris Kyle, performed by Bradley Cooper, leaves the pregnant wife to go fight in Iraq. And one of the most interesting parts of the film is exactly when he explains to her why he wanted to me a military: "because I believe this is the best country in the world and it needs to be protected". Maybe for an American that is a common saying, but for me that was super extraordinary. Maybe because you would never hear a Brazilian say something like that about his country. And honestly, I have a lot of international friends, but I've never heard them saying something like this about their own countries. This feeling of USA-best-country-in-the-world is something really... unique, let's put it this way.
If you know the real story of Chris Kyle you know what happens at the end of the film, and yes, that was really sad. But once the film was over I was ready to stand up and go home. Except for the fact that even when the credits were appearing on the screen none of the people in the crowded movie theater was up, and most of them (and I swear this part is true) most of them, was crying.
Usually (and specially when I go watch romances) I am the one who leaves the theater crying like a baby, and feeling bad about it, because everyone else is looking pretty normal. On that day, though, I felt bad for being one of the only one not crying. And you might put that on the fact that I am not American, or that I was not raised inside a culture in which the military are treated with that much respect and proud, and definitely, not raised in a country which such a strong feeling of patriotism.
And before start living here, I confess, I was one of those many people who used to make fun of patriotism demonstrations, just because I never truly understood them. It took me a while, but I got it.
Today, I am thankful for having the experience of spending two years living in a place like this. When I go back to Brazil in a few months, I know that is not going to be my reality.
Today, I respect these feelings of proud that Americans show. And I'm not getting into the discussion about the war, and who is right and who is wrong. That is just an article expressing how a Brazilian sees these expressions of patriotism.
After two years here, I see that I understand a lot more why they put USA flags outside of their houses. I respect the fact that every time the National Anthem plays, they all take their hats of, and put their hands on their hearts.
I not just respect, but I also think it is beautiful.
As well as it was beautiful to see all those people crying at the end of the movie.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Selfie: um grito por atenção
Publicada na Revista MyLevel Mag em dezembro de 2014.
Link original: http://issuu.com/mylevelmag/docs/1/1sobre-a-level
Vivemos uma época em que parece mais interessante apontar a câmera para si mesmo do que para tudo o que está ao redor. Como, afinal, criamos esse hábito narcisista?
Por Valquíria Vita
valquiria.vita@gmail.com
“Duck face. Não, já fiz essa semana passada. Cara de séria. Hum… melhor não. Rosto para o lado. Não, desse jeito o meu nariz não fica bom. Sorrindo! Assim posso usar aquele novo app para clarear os dentes. Já aproveito e apago as olheiras. Ai, será que esse é o melhor filtro? Será que vão curtir? Ai, droga, não teve muitas curtidas. Vou apagar. Amanhã tento de novo de um novo ângulo. E talvez duck face. Aí sim vão curtir”
Selfies, a marca registrada de uma geração, tornou-se um fenômeno tão comum - e difícil de ignorar - que virou até palavra oficial no dicionário Oxford. Depois de 2010, quando os celulares começaram a ser fabricados com câmeras frontais, as selfies tornaram-se uma febre. Você pode tirar 200 fotos de seu próprio rosto, apagar se não gostar de nenhuma e tornar pública através das redes sociais aquela que você se achou mais atraente.
Depois, é só esperar ansiosamente pela gratificação (esperada, mesmo que inconscientemente, após qualquer ação humana). Num mundo onde o virtual é quase mais importante que o real, as recompensas, nesse caso, são quantos likes a selfie vai ter. Se muitas pessoas curtiram, você obteve sucesso na sua missão, e termina o dia se sentindo bem. Se a foto teve poucos likes, você se sente mal, feio, sua autoestima cai. Entra-se assim em um ciclo sem fim em busca de validação e de aceitação, que pode se tornar um perigoso comportamento alienado, e, mais do que tudo, narcisista.
O conceito de obsessão - não por uma outra pessoa, mas por si mesmo - está relacionado a muitos estudos sobre selfies e mídias sociais. Um desses estudos, publicado esse ano pela Psychology Today, mostrou que tirar selfies pode chegar ao ponto de ser destruitivo para a saúde mental de um indivíduo, levando-o a apresentar tendências narcisistas, baixa autoestima e busca constante por atenção.
Nessa selfie obsession, entram anônimos e famosos. O ator James Franco é apontado como um dos campeões do autorretrato em sua conta do Instagram. O jogador Neymar também ganhou notoriedade por isso - não levou o Brasil para a final da Copa do Mundo, mas exibiu uma quantidade invejável de bonés de marca em inúmeras selfies postadas em sua conta, e ganhou dezenas e milhares de seguidores. Sua namorada, Bruna Marquezine, que posta fotos igualmente narcisistas (e que recebem quase a mesma quantidade de curtidas do namorado jogador), é a rainha do duck face - e boatos dos bastidores já diziam que ela atrasava as gravações da novela Em Família por estar sempre procurando o melhor ângulo para conseguir aquela selfie.
Tirar uma boa selfie dá trabalho e exige uma certa disposição, como fica claro no relato que abre essa matéria. “Eu não me importo em fazer ‘malabares’ para conseguir uma boa selfie. O que vale é que ela fique boa e que as pessoas gostem. Por mim eu colocaria minha selfie mais bonita até num outdoor,” revela Roque Greco Jr, ator e estudante de Porto Alegre, que diz que gosta muito de passar tempo “selfiando”, como ele mesmo denomina o hábito.
Para Greco, selfies são uma forma de exposição e exibição. “Quando as minhas selfies têm varias curtidas, até mesmo de gente que eu nao conheço, isso acaba me deixando confiante.” O contrário, no entanto, acontece quando ninguém curte. “Eu procuro logo postar outra selfie melhor, que dê mais curtidas,” conta Greco. Caroline Lain, estudande de Caxias do Sul que também tem a conta do Instagram e Facebook recheada de fotos dela mesma, compartilha da mesma insegurança. “Se não curtem eu penso que é porque a foto está feia, e às vezes eu apago mesmo. Fico com vergonha,” diz ela.
Caroline faz parte do grupo que mais tira selfies, segundo um estudo intitulado SelfieCity: as mulheres. Após analisar mais de 3 mil imagens em Nova York, São Paulo, Berlim, Bangcoc e Moscou, os pesquisadores constataram que mulheres fazem mais selfies do que homens e que elas tiram a foto de um ângulo mais alto para mostrar o próprio corpo (seios, de preferência = garantia de mais likes).
Há quem critique a prática, como a jornalista Carol de Barba, que não aprova o povo que faz selfie para mostrar (para quem quer que seja) “que está gatinho/look do dia/ostentação.” A selfie, segundo Carol, pode ser uma péssima estratégia de marketing pessoal, já que o indivíduo coloca-se no centro do universo: “narcisista, individualista, egoísta, acostumado com o sucrilhos no prato,” diz ela. “Um Instagram lotado de selfies tende a ser tedioso e egocêntrico. Demonstra que em vez de olhar para o mundo de um jeito interessante e único, o dono da rede social só sabe olhar pra si mesmo. O problema da poluição visual na timeline é fácil de resolver, é só dar unfollow. Difícil é mudar a tua imagem pra quem ficou com essa impressão.”
Da próxima vez que você decidir apontar a câmera para si mesmo, portanto, tente deixar de lado a ideia dos likes que você vai ganhar. E comece a pensar no que você pode estar perdendo.
domingo, 23 de novembro de 2014
What are you thankful for?
Posted by Collegio on Friday, November 21, 2014 ·
Each person has his or her own way to deal with pain.
After something bad happens, some people dive into work. Others cannot stop eating and others prefer drinking.
A few months ago, after I went through a breakup, I refused to dive into work, food or alcohol. Instead, I decided to handle my sadness with reading.
I’ve always been critical of self-help books, but at the time, I must admit that it was one of these self-help books I read that helped me to get through what I was going through. Especially because one of the challenges proposed by the author was that, each day, regardless of how I was feeling, I should write down something I was thankful for.
With great reluctance, I started the task.
The secret, apparently, is stop complaining about what you don’t have and start appreciating what you do have. Sounds horribly cliché, but it makes all the difference (and probably explains why self-help books sell so well).
The best part is that even on really bad days, when you think your life sucks, you should be able to find things to be thankful for.
According to that author, in these dark days, you can focus on basic things, like being thankful for the clothes you are wearing, or for the food you are eating, since pretty often we forget about the thousands of people who have nothing to wear or eat.
As time went by, it became easier for me to find new things to be thankful for. It also became clear that being happy is a lot easier than being sad. And today, I am thankful for that silly self-help book that helped me — and thankful for time, which is the only thing that heals almost everything. If it doesn’t heal completely, at least it makes you feel a little bit better.
With Thanksgiving approaching, I propose we take some time off the complaints and start thinking on the bright side of things.
I am not going to lie here, I cannot stand people who are positive 24 hours a day (especially when they want to show this on Facebook). To me, it is humanly impossible to be positive all the time. Still, I strongly believe that most of the time you can choose between whining about something that is not working, or focusing on what is really going well.
Do you hate snow days because it’s hard to drive? OK, that is understandable. But think of the majority of our international students, who don’t own a car and need to walk or ride their bikes to school (and to the bars), even when the temperature is in the lower 30s. That sucks more than driving in the snow, trust me.
It’s the end of the semester and you have a gigantic amount of assignments to do? Of course you do. So why not just try to be grateful for another semester that is coming to an end? That means one step closer to our graduation day. One step closer to become part of that small percentage of the population that finishes college.
So at least for this Thanksgiving break, no matter where you are going to be or what you are going to be doing, try to embrace the self-help book cliché, like I did, and dedicate some time to do only one thing: being thankful.
After something bad happens, some people dive into work. Others cannot stop eating and others prefer drinking.
A few months ago, after I went through a breakup, I refused to dive into work, food or alcohol. Instead, I decided to handle my sadness with reading.
I’ve always been critical of self-help books, but at the time, I must admit that it was one of these self-help books I read that helped me to get through what I was going through. Especially because one of the challenges proposed by the author was that, each day, regardless of how I was feeling, I should write down something I was thankful for.
With great reluctance, I started the task.
The secret, apparently, is stop complaining about what you don’t have and start appreciating what you do have. Sounds horribly cliché, but it makes all the difference (and probably explains why self-help books sell so well).
The best part is that even on really bad days, when you think your life sucks, you should be able to find things to be thankful for.
According to that author, in these dark days, you can focus on basic things, like being thankful for the clothes you are wearing, or for the food you are eating, since pretty often we forget about the thousands of people who have nothing to wear or eat.
As time went by, it became easier for me to find new things to be thankful for. It also became clear that being happy is a lot easier than being sad. And today, I am thankful for that silly self-help book that helped me — and thankful for time, which is the only thing that heals almost everything. If it doesn’t heal completely, at least it makes you feel a little bit better.
With Thanksgiving approaching, I propose we take some time off the complaints and start thinking on the bright side of things.
I am not going to lie here, I cannot stand people who are positive 24 hours a day (especially when they want to show this on Facebook). To me, it is humanly impossible to be positive all the time. Still, I strongly believe that most of the time you can choose between whining about something that is not working, or focusing on what is really going well.
Do you hate snow days because it’s hard to drive? OK, that is understandable. But think of the majority of our international students, who don’t own a car and need to walk or ride their bikes to school (and to the bars), even when the temperature is in the lower 30s. That sucks more than driving in the snow, trust me.
It’s the end of the semester and you have a gigantic amount of assignments to do? Of course you do. So why not just try to be grateful for another semester that is coming to an end? That means one step closer to our graduation day. One step closer to become part of that small percentage of the population that finishes college.
So at least for this Thanksgiving break, no matter where you are going to be or what you are going to be doing, try to embrace the self-help book cliché, like I did, and dedicate some time to do only one thing: being thankful.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Prince charming is not coming
When I was a kid Sleeping Beauty was my favorite Disney classic.
I thought the idea of falling into a deep sleep until a gorgeous prince woke me up with a kiss was quite wonderful. Those were the kinds of references I grew up with: Aurora sleeping and waiting for the prince to start living; Snow White, doing pretty much the same thing; the Little Mermaid, who even changed who she was to be with the man of her dreams and Cinderella, who just asked for a night off and a dress, but ended up in love with a prince who changed her life.
I thought the idea of falling into a deep sleep until a gorgeous prince woke me up with a kiss was quite wonderful. Those were the kinds of references I grew up with: Aurora sleeping and waiting for the prince to start living; Snow White, doing pretty much the same thing; the Little Mermaid, who even changed who she was to be with the man of her dreams and Cinderella, who just asked for a night off and a dress, but ended up in love with a prince who changed her life.
When I got a little older, people started telling me the ugly truth: that prince charming didn’t exist. Even though everybody knew something was wrong with these Disney classics, during my adolescence and adult life I was repeatedly exposed to innumerous romantic movies that looked a lot like those old stories. The plot was always the same, with the main female character having a single purpose in life: finding the right guy.
I realized that the romantic movies I watched almost 20 years after watching Disney classics, still show the same role models of women: sweet, naive, gentle, submissive and patiently waiting to be rescued.
It’s like their whole journeys are directed to that, their entire lives would just start making sense when this “perfect” man appears, giving meaning to their existences and becoming the sole source of their happiness.
Even in Sex and the City, in which the main characters are successful women with the coolest friends and exciting lives, the conversations among Carrie, Samantha, Miranda and Charlotte are always around finding the perfect man.
Fortunately, today’s girls are growing up with some better references. Take “Frozen,” in which the central theme is the relationship and difficulties of the two sisters, “Brave,” in which princess Merida is determined to make her own path in life and even “Maleficent,” a story about resilience (since Angelina Jolie’s character needs to recover from a heartbreak from a guy who turned up not being prince charming at all).
All of these new models can contribute to change girls’ views about the real world and relationships and to avoid future frustrations. It is important to stop with the stereotype of the passive and vulnerable princess. And to go beyond saying “prince charming does not exist.” A girl should be thought that life is bigger, even though she might end up finding the right man at some point of her life, she must keep in mind that the only person responsible for her happiness should be herself.
It’s like their whole journeys are directed to that, their entire lives would just start making sense when this “perfect” man appears, giving meaning to their existences and becoming the sole source of their happiness.
Even in Sex and the City, in which the main characters are successful women with the coolest friends and exciting lives, the conversations among Carrie, Samantha, Miranda and Charlotte are always around finding the perfect man.
Fortunately, today’s girls are growing up with some better references. Take “Frozen,” in which the central theme is the relationship and difficulties of the two sisters, “Brave,” in which princess Merida is determined to make her own path in life and even “Maleficent,” a story about resilience (since Angelina Jolie’s character needs to recover from a heartbreak from a guy who turned up not being prince charming at all).
All of these new models can contribute to change girls’ views about the real world and relationships and to avoid future frustrations. It is important to stop with the stereotype of the passive and vulnerable princess. And to go beyond saying “prince charming does not exist.” A girl should be thought that life is bigger, even though she might end up finding the right man at some point of her life, she must keep in mind that the only person responsible for her happiness should be herself.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Remembering Nikki Patrick
Posted by Collegio on Friday, October 24, 2014 ·
I met Nikki Patrick a month ago. She had called me the day before to schedule an interview for her daily profile, Patrick’s People, in The Morning Sun newspaper. On the day of the interview, a small and fragile woman slowly walked through the Overman Student Center, using a portable oxygen tank and wearing a kerchief on her head. I was expecting a reporter and a photographer, but Nikki arrived alone. She told me after the interview that she had even driven her own car there.
![]() |
| Nikki Patrick was a reporter for the Morning Sun for 47 years. She passed away on Monday, Oct. 20. |
Before we say goodbye, I asked her how long she has been writing for the paper, and her answer was an incredible 47 years.
That was the first and the last time I talked with Nikki Patrick.
A couple of days later, my profile story was published without a single mistake. Everything was exactly as I told her, word for word. Even the photo, taken so quickly, was great. I was so proud that I sent copies of the page to my family and friends in Brazil.
I’m telling you of this experience to show how a few minutes of Nikki Patrick’s work impacted my life and the life of my loved ones. So just imagine, in her 47 years as a reporter, how many lives she touched, not only in this community, where she was born and raised, but beyond.
We are told that we need to find a passion in life. If you actually find it, you won’t need to work a single day of your life because work will be a pleasure. Nikki definitely found this passion, which was telling other people’s stories. She published her last column on Wednesday, only four days before she died Monday morning after a long battle with breast cancer. She was 68 years old.
Nikki is no longer here to introduce people to one another in Patrick’s People, and her presence will surely be missed in this town. But memories of this outstanding reporter will be forever held in all of the lives she touched in these 47 years.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Em busca da coroa: quando eu concorri a rainha da faculdade
Dizem que você nunca viveu uma experiência americana completa até ter concorrido a rainha da universidade. Tá, não dizem isso. Eu que comecei a dizer, depois dessa semana.
Há uns meses eu decidi seguir a máxima "diga mais sim do que não", e estou levando isso muito a sério. Dito isso, numa linda noite, menos de 12 horas antes do deadline pra entrega das inscrições para rei e rainha da Universidade de Pittsburg State (onde faço mestrado), o meu vizinho bateu na minha porta e soltou a seguinte frase: "Val, você quer ser rainha?". O Igor é do Cazaquistão, e eu e ele, além de morarmos no mesmo prédio, estamos juntos na International Student Association, que representa os 500 alunos estrangeiros que temos no campus. Seguindo a minha máxima, portanto, a minha resposta foi "sim, por que não?". Confesso que não medi os prós e contras na hora, e depois de apenas um dia começou a me bater um arrependimento - porque todos os meus amigos do Brasil começaram a me zoar muito. Mas daí não tinha volta, e eu pensei que, como a oportunidade tinha, literalmente, batido a minha porta, era melhor encarar como mais uma história pra contar. (tipo a história de quando atravessamos sete estados de ônibus popular, ou a de quando morei na frente da casa do traficante de metanfetamina, ou a de como o Spring Break mais louco da história acabou em lágrimas, e assim vai). Adoro minha lista de histórias dos EUA =) é praticamente uma tragicomédia.
Eu e o Igor em nossa primeira foto oficial lol com o fundo de bandeira americana
só pra constrastar com nossas nacionalidades exóticas
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O Homecoming é uma grande tradição americana. Nas faculdades, é uma semana de muitos eventos, que acabam com um desfile, tipo 7 de setembro, na maior rua da cidade (no caso da pequena Pittsburg, a única rua, que pretensiosamente se chama Broadway). Um rei e uma rainha são escolhidos como Homecoming king e queen, e os concorrentes são dois representantes de cada organização do campus. E os escolhidos têm a função de representar a faculdade por um ano. É diferente do Homecoming dos colégios, que acaba com baile, aquela coisa que vemos na TV.
Não ganhei (spoiler alert), mas o espírito de competitividade tomou conta de mim. Eu aprendi muitas coisas com esse concurso (e isso não é papo de candidata). Aprendi que gosto mais de competir do que pensava, que posso falar em público sem desmaiar, e que posso até andar de salto de uma forma elegante. E aprendi que o Homecoming não é um concurso de beleza e popularidade bobo como eu pensava no início - e como talvez muitos estejam pensando agora (espero, ate o final desse texto, fazer voces mudarem de opiniao). É uma tradição muito significativa pra cidade toda, e eu realmente acabei me sentindo feliz por ter tido a chance, como uma brasileira, de estar representando todos os outros internacionais do nosso campus. Diferente das outras 25 candidatas, eu não sonhava com isso desde pequeneninha, mas, super por acaso, acabei tendo a chance de viver isso também - mesmo não sendo nem parte da cultura que eu fui criada.
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Mas vamos ao concurso. Depois que eu disse sim pro Igor, nós tivemos de entregar nossos currículos com notas, empregos, posições de liderança, envolvimento no campus e trabalho voluntário que tínhamos feito. Dessa seleção de mais de 50 participantes, eles selecionaram 36 candidatos (aquela minha vontade de vencer começou a ser alimentada nesse exato momento).
O próximo passo foi exaustivo, mas bom. Um domingo todo de entrevistas pessoais com 9 jurados de Pittsburg. Cada jurado fez perguntas durante 10 minutos, a maioria delas sobre como diabos vim parar em Pittsburg, Kansas (thanks, UCS), quais meus planos pra daqui a 5 anos, e o que eu faço pra fazer dessa cidade um lugar melhor.
Se tem algo que eu aprendi morando já há dois anos nos Estados Unidos é o quanto o desempenho acadêmico é importante e, (igualmente importante) é o quanto você se envolve nas atividades fora da sala de aula, como organizações e trabalhos voluntários. Amo estudar aqui por causa disso: estou envolvida com a Pitt State e a comunidade praticamente todos os dias da semana - sempre me incomodava muito durante os meus anos como aluna da UCS, que apenas íamos pra aula e pra casa, e a universidade acabava ali, naquelas duas horas por dia. Aqui existe um amor pela universidade e um senso de coletividade muito grande, e eu realmente adoro isso. As pessoas amam, sério, AMAM, a faculdade. Tem que ver em dia de jogo, é inexplicável.
Eu, além de ir pras minhas aulas, dou aula, escrevo pro jornal e pro anuário e faço trabalho voluntário no asilo e numa escola. Porque aprendi também, que em um intercâmbio, quanto mais você se ocupa, menos saudade você sente de casa - e falei isso tudo pros jurados e eles acharam muito interessante. Foi um dia falando tanto que eu saí de lá zonza.
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| Eu e Igor no dia que nos apresentamos para alguns dos internacionais, pedindo o apoio deles caso chegássemos à etapa de votação |
| parecendo muito calmos (look by Mel) |
Uma das coisas mais legais dessa semana, confesso, foi que foi uma semana inteira de usar vestido, se maquiar e arrumar cabelo. E minhas queridas amigas foram as melhores, abrindo seus closets pra mim.
| Minha primeira vez de terninho e pérolas - look by Carol |
Óbvio que nada disso aconteceu, e o dia da apresentação foi muito tranquilo. Tivemos um jantar antes. Aqui no Kansas, quando eles dizem que vai ter um jantar chique, voce pode esperar o que tivemos: batata recheada. Voce ganha uma batata cozida inteira, abre ela com uma faca, e coloca nela uma variedade de tudo o que ha de mais gordo, desde queijo e bacon, a diversos tipos de manteiga que voce nem imaginava que existe. Muito sofisticado. Foi bom esse tempo com todos os candidatos porque deu pra conversar com vários deles e sentir que todos estavam igualmente nervosos em relação à apresentação. Mesmo que, pra todos eles, inglês não era a segunda língua. Na nossa mesa, depois que a gente comeu as finas batatas, começamos a pesquisar no celular algumas perguntas do Miss America edições passadas que poderiam ser similares às perguntas feitas a nós na hora, e ficamos ensaiando e rindo. Isso ajudou.
Depois, nos colocaram num ônibus escolar (daqueles amarelos, de filme - porque essa semana foi a campeã dos clichês), e nos levaram pro auditório da apresentação. Sentamos no palco (os 23 reis e as 26 rainhas), e, um a um, éramos chamado lá na frente, pra responder duas perguntas-surpresa. O auditório estava muito lotado, porque as pessoas aqui adoram esse concurso, mas eu estava tão focada naquelas possíveis perguntas, que nem a quantidade de caras intimidadores das fraternidades presentes me deixou nervosa. Nem mesmo o cara sentado do meu lado, que estava surtando, me afetou (ele acabou eleito rei, depois). E eu nem conseguia ver meu coração pulsando e balançando a blusa, como normalmente acontece quando eu fico muito ansiosa pra algo. Dessa vez, por algum motivo, tudo estava ok.
Até, claro, o momento em que fui chamada. Tudo desligou. Eu não ouvia mais as pessoas gritarem, eu nem ouvi a minha própria voz. A Ale tinha me dito que na vez dela, ano passado, tudo ficou preto, entao eu estava agradecida que ao menos eu ainda tinha visao. Respondi uma pergunta sobre as mudanças que gostaria de ver no campus em 25 anos e depois uma pergunta sobre qual filme seria a minha vida, se eu tivesse de escolher um. Nessa segunda pergunta nenhum filme vinha a minha mente, sem ser Titanic. Apesar de eu DAR AULA sobre filmes, eu tive um branco total sobre qualquer produção cinematografica que não fosse Titanic. E, como não fazia sentido algum eu comparar minha vida com um navio afundando - pelo menos não no momento - eu acabei dando outra resposta, que seria um filme de uma brasileira e que escolheriam uma atriz brasileira pra me representar por causa do sotaque. De alguma forma, os americanos acharam essa parte engraçada, e a minha audição, a essas alturas, tinha voltado a funcionar, então até escutei as pessoas rirem. O objetivo era responder bem a primeira pergunta e conseguir ser engraçado na segunda (e você achando que era fácil ser candidata a rainha hein?). Gente, não é fácil ser engraçada. Em público. De salto. Em inglês.
| eu no momento fatídico. click por Mel, obrigada por registrar isso para a posteridade |
| com a candidata do ano passado, e também minha melhor amiga, que me ajudou em tudo, desde a ensaiar respostas, emprestar sapato e dizer "você nunca mais vai querer fazer isso na vida" |
Mas teve gente que se saiu muito bem nessa apresentação. Todos os candidatos estavam muito preparados para essas perguntas - e para falar em público (teve gente que se preparou desde o ano passado pro concurso. Tinha gente, aliás, que estava concorrendo pela segunda vez). E mesmo que eu e o Igor não tenhamos ido mal (ou pelo menos não tenhamos passado fiasco), acabamos não ficando entre os top 6 finalistas, que foram anunciados naquela noite.
| Com Mel, também de Caxias |
| no dia da coroação, com Igor e Stephanie, que é nossa coordenadora do International Student Association |
Brincadeiras à parte, pra mim, pelo menos, o concurso serviu pra mostrar que realmente, a vida é muito mais divertida quando você decide dizer mais sim do que não =) Mais uma história pra minha lista, check.
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| as top 6 |
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| nós e o anúncio da vencedora |
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| a rainha e o rei =) |
Abaixo, as fotos da parte MAIS LEGAL da semana, quando eu e o Igor desfilamos de Harley Davidson abanando pras pessoas da cidade. Inesquecível (igual diria uma embaixatriz da Festa da Uva).
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Lado B - Luiza Horn Iotti
Perfil publicado na Revista Acontece em Agosto de 2014.
Influenciada por uma grande professora, a jovem que queria estudar arquitetura em Porto Alegre virou uma conceituada historiadora de Caxias
As bonecas que Luiza Horn Iotti ganhava dos pais quando criança teriam ficado intactas – se não fosse pelo fato de que seus três irmãos mais novos, Leon, Eduardo e Carlos Henrique, adoravam aprontar com elas. Luiza não se interessava nem um pouco pelas bonecas. Também não conseguia se sentir à vontade nas aulas que seus pais a matricularam, tentando dar a ela uma educação diferenciada da dos irmãos. Enquanto Luiza dançava ballet na Dora, os meninos jogavam futebol. Enquanto ela aprendia a tocar piano, eles se divertiam descendo morros com carrinhos de lomba. “Eu preferia muito mais as brincadeiras de menino, subir em árvore, ficar na rua. Boneca e piano não eram pra mim.”
A solução foi matar toda essa vontade de brincar na rua com um grupo de amigos da Alfredo Chaves, rua onde morava. As crianças ficavam até muito tarde brincando ao ar livre – vantagem permitida pela tranquilidade do Centro de Caxias na década de 60.
O fato é que a menina espoleta que vivia ao redor dos meninos acabou se tornando uma ótima aluna na escola. Começou a ler e escrever aos quatro anos de idade, antes mesmo de entrar no colégio, e, durante todo o período em que estudou, se mostrou uma estudante muito aplicada. Gostou tanto de ler que decidiu que queria ensinar, e acabou virando professora. Hoje, aos 57 anos de idade, Luiza já tem mais de três décadas de experiência em sala de aula, vários anos de pesquisa acadêmica e quatro livros lançados, além de estar à frente do Instituto Memória Histórica e Cultural da Universidade de Caxias do Sul.
Luiza nasceu em 23 de outubro de 1957 e é a filha mais velha de Silvestre Iotti e Zoé Maria Horn Iotti. Quando criança, tinha duas amigas inseparáveis, com as quais mantém a amizade até hoje: Eveline Corsetti e Taísa Menegotto. As meninas passavam muito tempo na empresa de uma tia de Luiza, Cora Kunz, e foi lá que, muito cedo, ela conheceu as letras e as palavras. Luiza aprendeu a ler e a escrever observando um funcionário gravá-las nas caixas que embalavam os produtos.
Os pais de Luiza conseguiram que a menina entrasse na primeira série do colégio Presidente Vargas, aos cinco anos, após passar por um exame. Depois, Luiza frequentou a Escola Normal Duque de Caxias e o Cristóvão Mendonza. Não fez Magistério porque diz que a ideia de dar aula, na época, definitivamente não a atraía. “A minha mãe era professora e eu não queria isso de jeito nenhum. Eu via ela dando aula e sempre achava que fosse uma profissão difícil e pouco valorizada.”
Quando prestou vestibular, Luiza colocou arquitetura como primeira opção – história era a quarta. Sair de Caxias (e ganhar a liberdade do pai) era o desejo mais forte de Luiza – bem mais forte, pelo menos, do que a vontade de cursar arquitetura. “Eu queria ir a Porto Alegre, esse era o meu sonho.” Quando Luiza recebeu a notícia de que havia passado no vestibular, correu para a festa dos bixos na mesma hora. “Quando eu vi meu nome na lista dos aprovados eu fiquei super feliz,” conta. Na empolgação, no entanto, esqueceu-se de conferir para qual de suas opções havia sido aprovada. E foi somente depois da festa que ela descobriu que, ao invés de arquitetura em Porto Alegre, havia sido selecionada para cursar história em Caxias. “Eu sentei na calçada e chorei. Para mim, aquilo era tudo de ruim. Fui para casa muito triste e todos me davam parabéns. E eu preferia estar recebendo os pêsames.”
Passada a choradeira, os pais conseguiram convencê-la a ingressar na faculdade de história e cursar pelo menos um semestre – depois, o combinado era que ela poderia prestar vestibular novamente e abraçar mais uma vez a chance de ser livre em Porto Alegre, longe dos pais.
Dizem que os professores de faculdade influenciam a vida dos alunos. No caso de Luiza, isso não apenas foi verdade, como a influência de uma de suas professoras garantiu que ela tomasse o rumo que tomou. A aula era História do Brasil e a professora era Loraine Slomp Giron. Luiza, sem a menor pretensão de tornar-se historiadora, acabou descobrindo-se naquela aula uma apaixonada pela história. “Eu adorei. As aulas da Loraine eram polêmicas, ela nos fazia ter um outro olhar sobre a História. Eu aprendi que não existe uma verdade absoluta, que é fundamental conhecer a historiografia.”
Antes mesmo de terminar a graduação – a formatura na UCS em Licenciatura Plena em História foi em 1978 – Luiza já estava seguindo a profissão que, quando pequena, achava que nunca seguiria: era professora na Escola Estadual Ismael Chaves Barcellos, em Galópolis. Depois, de 1979 a 1981, trabalhou no Colégio do Carmo. Mas foi na rede estadual que Luiza lecionou por 32 anos. “Passei por vários colégios.” Além de professora, ter seguido a carreira de história fez com que Luiza também fosse diretora de colégios, historiadora no Museu Municipal de Caxias e no Arquivo Histórico e coordenadora da Casa da Cultura.
Em 1986 ela começou a dar aula na UCS, o que ainda faz até hoje. “Eu adoro dar aula. Me dá a possibilidade de ter contato com jovens e com crianças e de ver que posso fazer algo por elas, transformar alguma coisa. Eu realmente acredito que a educação transforma as pessoas. Em especial nas Ciências Humanas.”
Mais do que educar, Luiza encontrou também na área de História outra paixão: a da pesquisa acadêmica. Suas pequisas, atualmente, giram em torno de imigração italiana e história do judiciário. “Eu gosto de mexer em documentos, de descobrir a história,” explica.
O momento mais marcante nesses anos todos, Luiza conta com orgulho, foi quando ela teve a oportunidade de influenciar uma aluna tanto quanto Loraine a influenciou anos antes. “Eu tinha uma aluna no Apolinário chamada Rute que gostava tanto das minhas aulas de história que ela veio fazer a graduação de história na UCS. Na metade do curso, ela engravidou. E batizou a menina de Luiza.” O acontecimento já se passou há tantos anos que a Luiza em questão já é até mãe. Rute, até hoje, dá aulas de história no Apolinário, onde conheceu a professora que tanto se espelhou. “Existem muitas recompensas em ser profe,” diz Luiza.
Luiza fez mestrado e doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Nessa trajetória, ela conheceu outra professora que a marcou profundamente: Núncia Santoro de Constantino, que a apresentou ao mundo da pesquisa. Sob a orientação de Núncia, Luiza dissertou sobre O Olhar do poder: a imigração italiana no Rio Grande do Sul, de 1875 a 1914, e depois sobre a Imigração e poder: a palavra oficial sobre os imigrantes italianos no Rio Grande do Sul (1875-1914).“Foi ótimo, me abriu os horizontes, me ensinou a trabalhar com pesquisa e me tornou alguém mais humilde. Quanto mais estudamos, mais percebemos o que não sabemos.”
Hoje, além de dar aula no curso de graduação e no mestrado de História da UCS, Luiza é editora da Revista Métis: história & cultura e diretora do Instituto Memória Histórica e Cultural da universidade, instituto responsável por preservar, tornar acessível e divulgar a história e cultura da região. Ela divide seu tempo entre o trabalho na UCS e a família, que diz ser muito unida. “Geralmente a família se reúne para aquela coisa de gringo: comer e beber,” diz. “Não tenho filhos, mas tenho seis sobrinhos maravilhosos, que eu amo de paixão: Eduardo, Rafael, Camila, Ana Paula, Lucas e Carolina.” É também com o marido, Ronaldo, que ela aproveita as horas livres. “O que nós gostamos mesmo é de ficar em casa.”
Ela e Ronaldo se conheceram em 2004, em Porto Alegre, quando ela fazia doutorado. “A gente se encontrou,” diz, ao explicar como os dois se apaixonaram. Dois anos depois, eles se casaram e Ronaldo mudou-se a Caxias. O casamento, conta Luiza, era para ser muito simples: o noivo, a noiva e a família no cartório. Mas graças a uma das sobrinhas, Camila, na época com nove anos de idade, o evento tornou-se algo muito maior do que o imaginado. “Ela disse ‘eu vou de aia. Se é casamento, tem que ter aia e tem que ter convite’”, relembra. Camila se deu ao trabalho de fazer os convites à mão, fechá-los com durex e uma florzinha seca para enfeitar, e convidou a família toda para o evento, sem que Luiza soubesse.
Ao receber o convite, uma das tias de Luiza, Maria Horn, imediatamente a telefonou, indagando: “como é que vai casar e não vai ter vestido da Corina?,” disse, referindo-se à famosa modista de alta costura, que é madrinha de Luiza. Corina acabou fazendo um vestido azul-marinho para que Luiza se casasse no civil com Ronaldo. Dois grandes amigos de Luiza, Maria Lúcia Bettega e Maurício Moraes, organizaram uma bênção do frei Jaime Bettega, e Valdir dos Santos, outro amigo, organizou o cerimonial. “Virou uma super produção! E veio um monte de gente que a Camila convidou, além dos nossos amigos. No fim, a gente se divertiu um monte,” conta Luiza.
Camila realizou seu desejo, foi a aia do casamento da tia no cartório. E assinou com os noivos o registro do casamento naquele dia. A foto desse momento, uma das preferidas de Luiza, é uma das que ilustra essa matéria.
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